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23
Jan14

 

A gente sabe como um dia começa, mas nunca sabe como ele acaba.

Verdade seja dita que o dia de ontem começou de maneira um pouco diferente, mas não podia imaginar que me reservasse tantas surpresas como fez.

Obriguei-me a acordar um pouco mais cedo do que o costume nos últimos dias semanas meses, numa tentativa de estabelecer novas rotinas de sono e deixar de dormir como se estivesse no fuso horário do Rio de Janeiro. Tomei o pequeno almoço, estive no computador, vesti uma roupa desportiva já a contar com uma possível corrida à tarde, visto que o dia estava bonito, e fui buscar uma pizza (grátis, porque tinha acumulado pontos). Jiboiei um bocadinho no sofá, olhei para o relógio e surpreendi-me com as horas que eram (cedo demais para eu já ter almoçado e estado no sofá). Fui para o computador novamente enviar currículos, e enviei mais do que fao habitualmente. Uma vez que constatei que ia chover, desisti da corrida e comecei a ver um filme. Mais tarde fui fazer um chá e buscar umas bolachinhas enquanto via o filme.

Entreanto recebo um telefonema de um número que não conhecia. Pensei se seria alguma resposta a uma das candidaturas que enviei, mas estranhei a hora tardia do contacto - eram 18h -  quando atendi era uma amiga a dizer que no emprego dela estavam à procura de uma pessoa para preencher uma vaga e quando lhe perguntaram se ela conhecia alguém, ela lembrou-se logo de mim e pediu o meu número a uma outra amiga nossa. Disse que sim, que estava interessadíssima e fiquei de enviar o meu currículo. Ela ligou-me logo de seguida e perguntou se eu podia pôr-me lá depressinha para ir a uma entrevista. Eu disse que sim, claro e voei para lá o mais depressa que pude (a sério, eu acho que nunca me vesti tão depressa), sempre a pensar que era um bom sinal ter sido indicada por uma pessoa que trabalha na empresa mas que era só uma entrevista. Pois que não foi.

O senhor, director dos recursos humanos, olhou brevemente para a página inicial do meu currículo que estava impresso à sua frente, perguntou-me apenas se eu sabia trabalhar com um computador (bitch please), se podia começar já amanhã, ("não amanhã se calhar ainda é cedo, mas segunda-feira, sexta vem só para conhecer as instalações e o pessoal"), e começou a falar-me em valores e a conversar com outra responsável sobre assuntos da empresa à minha frente e mandou-me ir prencher a ficha de admissão.

Ou seja, este homem estava a contratar-me sem ter feito um processo de selecção e, praticamente, sem me ter feito uma entrevista. Eu fiquei um bocado aparvalhada (confesso que ainda estou), principalmente depois de ter passado um ano a fazer jornadas de recrutamento sem fim em que depois admitem outra pessoa sem sequer dar cavaco aos restantes. Não estivesse eu à tanto tempo à procura de emprego, até achava que era tarefa fácil...

E pronto, esta é a história de como consegui, finalmente, sair do desemprego. E tem um final feliz, pelo menos para já.

A moral da história é que não podemos mesmo baixar os braços, porque se insistirmos e tivermos sempre esperança e força de vontade, mais tarde ou mais cedo, a nossa hora vai chegar. Podemos ter azar centenas de vezes, mas um dia os astros vão alinhar-se e vai ser o nosso dia de sorte. Ontem foi o meu, amanhã pode ser o vosso.

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