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16
Dez13

25 Músicas de Natal #16

por rainhadasucata

A música de hoje é a que eu ia postar quando descobri a dos Queen. Tem-se fartado de passar na M80 - a minha rádio favorita a seguir à Cascais FM, que aqui na zona não apanha muito bem - e eu penso sempre que tenho de a colocar aqui na rúbrica.

Esta fala sobre conduzir para casa para o Natal, e fala disso como sendo algo bom, a música é alegre e tal. Mas andar no meio do trânsito este mês faz uma pessoa pensar em tudo menos coisas boas e alegres. Eu quase tenho vontade de fazer uma versão adaptada à realidade do pré-Natal e é mais do tipo Trying to get home for Christmas, but there's so much traffic I think I'm only going to arrive in time for New Year's Eve.

 

Chris Rea - Driving Home for Christmas

 

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12
Dez13

Maldita campainha

por rainhadasucata

Tenho um problema. Pelas minhas contas, no apartamento ao lado do meu moram cerca de 127 pessoas. E é frequentado por, pelo menos, outras 127 numa base regular. O que é fantástico tendo em conta que é um T2 igual ao meu. O meu problema vem do facto de mais de metade desta gente toca para a minha campainha quando quer ir para lá. Eu não sei se o mal está nas pessoas que cá estão que dão a morada, que dizem o andar e não o lado (ou se nem sequer o sabem, não me espanta), se é das pessoas que vêm que se esquecem, se é de quem fez o prédio e definiu que o lado esquerdo é aquele que, olhando de frente para o prédio, é o direito, se o c*****o. Só sei que recebo tantas visitas todos os dias e nunca nenhuma é para mim, o que se torna também um pouco deprimente. Às vezes vou abrir quando estou à espera de outra pessoa, caso contrário nem me levanto, outras vezes vou mesmo só para dizer que não é aqui e para aprenderem a tocar para o sítio certo, mas não vale a pena porque é um em 300. Já tive que bater boca a sério com uma vaca jovem que se indignou por eu abrir a porta para dizer isto.

Mas já pensei numa solução. Acho que vou colar um autocolante lá em baixo com uma seta a apontar para a campainha do apartamento do lado a dizer "É para aqui". E para me certificar que não tocavam mais poderia escrever outras coisas mas depois chamavam-me racista e é chato.

No momento em que escrevo tocaram outra vez, a 3ª em menos de uma hora.

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11
Dez13

Quem é quem

por rainhadasucata

(Não, não vou escrever sobre esse divertido jogo da minha infância, mas podia)

Hoje dei por mim a pensar que já conheci tantas pessoas diferentes, já fiz parte de tantos grupos diferentes, que às vezes tenho dificuldade em lembrar-me de onde conheço as pessoas. Do género de ficar alguns segundos confusa, e certamente de cara apalermada, a pensar se aquela pessoa com quem estou a falar conhece a outra de quem me preparo para lhe falar. Já cheguei a falar de alguém, convencida que a pessoa conhecia o fulano em questão e só depois perceber que não tinha nada a ver. As caras, os nomes e os grupos começam a baralhar-se na minha cabeça e não sei se não será razão para começar a preocupar-me.

Eu ainda sou muito jovem e talvez isto seja muito precoce, mas também pode ser por eu ter uma memória visual muito boa, nomeadamente para caras e nomes, e já vão sendo alguns os grupos onde estive inserida e conheci pessoas, principalmente se comparar com os meus pais, por exemplo, ou pessoas da sua geração. Nessa altura eles conheciam a família, os vizinhos, os colegas da escola (muitas vezes os mesmos que eram vizinhos) e mais tarde os colegas de trabalho, (que seriam provavelmente os mesmos por muitos anos) e pouco mais. Por sua vez eu, assim de repente, consigo-me lembrar de amigos que conheci em 3 escolas diferentes, na faculdade, em 3 empregos, em formações. Isto só neste contexto, porque há mais.

Não sou a pessoa mais social e easy going que há, mas tenho facilidade em relacionar-me desde que tenha tempo para ficar à vontade e deixei sempre amizades por todos estes sítios onde passei. Por isso dou por mim a sentir falta de estar assim inserida em algum grupo, agora que estou desempregada e o meu clube é formado por mim, os meus peluches, mantas e o smartphone.

Sinto falta de pertencer a algo e estar rodeada de pessoas. Conhecer mais pessoas para juntar mais cartas ao baralho de caras, nomes e personalidades.

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09
Dez13

Estar desempregada é... #2

por rainhadasucata

... se procuro emprego em funções fora da minha área de estudo (porque nesta altura já estou quase por tudo), é muito frequente ver anúncios que dizem "Habilitações: 12º ano (não se aceitam candidatos com mais habilitações)", e receber e-mails de resposta a candidaturas a dizer basicamente a mesma coisa.

... se procuro emprego numa função dentro da minha área de estudos, o mais normal é já pedirem experiência de 1, 2, 3, 5 anos ou mais. Mesmo que por vezes a oferta seja de estágio (remunerado ou não). Outras vezes pedem mestrado. Outras que seja o primeiro emprego, ou que tenha menos de um ano de experiência.

 

Acho tão estúpida e antiquada esta ideia que os empregadores têm de que os licenciados vão pedir mais dinheiro só por serem licenciados, ou vão achar-se melhor que os outros, ou ficar insatisfeitos com um trabalho que requer um nível de qualificação inferior ao que possuem e por isso ser um mau trabalhador. E acho que (também) é muito isto que contribui para a chocante taxa de desemprego entre os jovens que o país apresenta actualmente. Pessoas que estudaram, com sacrifício por parte dos pais, e agora vêem-se discriminados por terem mais qualificações. O resultado só pode ser um país em que se estão a aproveitar mal os recursos, onde muitas vezes não se estão a colocar nas funções pessoas que seriam melhores a fazê-las, pelo medo do licenciado.

Há licenciados que já adiaram ou mesmo desistiram da ideia de uma carreira na área em que se formaram, e não querem mais depender de subsídios (quando existentes) ou da mesada dos pais. Jovens que já só querem sentir-se úteis, sair de casa todos os dias com um propósito, sair de casa dos pais, viver, casar, ter filhos, ter um cão, ganhar experiência, viajar, aprender, ter a sua independência, ter alguma dignidade. E não podem por um sem número de razões: ou porque têm qualificações a menos, ou a mais. Experiência a menos, ou a mais. Idade a menos, ou a mais.

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05
Dez13

Estar desempregada é...

por rainhadasucata

... dar por mim a ligar para aqueles números 760 dos programas da tarde para participar em sorteios de carros e ordenados extra. E sentir-me esperançosa e cheia de fé antes do sorteio, e estúpida quando o prémio sai a outra pessoa;

... ter as pessoas que vivem cá em casa a perguntar todos os dias (em certas alturas mais que uma vez por dia) se "há novidades", e começar a imaginar que um dia destes quando eu responder que não mais uma vez me vão fazer um qualquer ultimato;

... começar a odiar toda a decoração da casa, querer mudar tudo e ficar frustrada por não poder. E consequentemente sentir-me desconfortável no sítio onde passo mais (demasiado) tempo.

... sentir-me culpada o tempo todo. Porque nesta fase se tem geralmente tempo de sobra para tudo, e o tudo para mim inclui tentações como ir às compras, fazer refeições fora (tenho uma relação complicada com a cozinha), programas de cultura, etc. Mas a maioria destas coisas custam dinheiro, dinheiro esse que não deveria andar a gastar.

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04
Dez13

Detesto lavar a loiça

por rainhadasucata

Detesto lavar a loiça. 

Conheço uma pessoa que diz que gosta de lavar a loiça, e que para se distrair na tarefa começa a imaginar que está a montar uma nave espacial, e que os pratos, copos, etc são peças da nave que têm que ser lavadas e arrumadas até ao fim para que a nave possa seguir para o seu planeta de origem.

Pelo pragmatismo e infantilidade percebe-se que esta pessoa é do sexo masculino.

Eu, pela parte que me toca, não consigo imaginar isto nem nada parecido com diversão quando estou a fazer essa tarefa. Só consigo pensar nos problemas chatos do dia a dia, nas luvas que invariavelmente me estão grandes e já estão a deixar entrar água, na torneira que pinga e faz um barulho ensurdecedor que se ouve das escadas do prédio, nas mangas do roupão que estão a cair e a molhar-se, na comida nojenta agarrada à loiça e que depois se deposita no fundo da pia, no espaço tão bom ali para pôr uma máquina de lavar a loiça, no puzzle de tachos precariamente amontoados.

Detesto lavar a loiça. 

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