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29
Mar14

Não, não é castigo suficiente acordar cedo ao sábado de manhã para ir trabalhar, quando se saiu já muito de noite no dia anterior. Tenho que ainda que ter por companhia: um colega africano, que por sua vez me presenteia com RDP África como banda sonora do trabalho; e enfermeiras em intervalo da formação a ter conversa próprias do ofício, o que, para os mais desatentos, significa percorrer o rol de todas as coisas que o corpo humano tem de nojento com recurso a expressões como "prótese ocular", "clister", "cheiro a sangue" e ainda a maravilhosa constatação "mete-me mais nojo o vomitado do que o cocó".

Ah, e já disse que está frio e a chover?

 

Bom dia!

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Quando estou com amigas que conheço desde miúda, e com as quais vivi situações que já se passaram há imenso tempo, acaba sempre por haver uma altura em que alguém fala de alguma situação engraçada e todas elas se lembram de as coisas terem acontecido da forma como eu me lembro. Pode parecer algo extremamente banal, mas eu tenho uma imaginação muito fértil e tendência para começar a questionar as minhas memórias, e é nessa altura que eu tenho um momento "ah que bom, afinal isto aconteceu mesmo e não fui eu que inventei". E sinto-me mesmo bem, é giro perceber como mesmo que cada um tenha uma percepção individual das coisas, conseguimos ter esta espécie de memória colectiva.

Adoro as minhas "amigas-disco-externo"!

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15
Fev14

Nova realidade

por rainhadasucata

Sim, caso não o tenha feito ainda, estou a auto intitular-me Rainha (da Sucata, está implícito)

 

Pois que a pessoa começa o blog com a pica toda para postar muito regularmente, mas (felizmente!) a rotina altera-se e deixa de haver tanto tempo (ainda bem!) para sarandilhar aqui pela blogosfera. 

Ainda me estou a adaptar à nova vida e aos horários. Entro tarde, mas não o suficiente para ainda me ter dado para vir ao computador de manhã, e quando saio essa vontade continua a não aparecer, é jantar, alapar o traseiro no sofá a ver as novelas e xixi-cama. Chego ao fim dos dias cansada, mas é um cansaço bom - afinal é para isto que cá andamos, e não para vegetar sem propósito o dia inteiro - e os fins de semana vão sendo apertados para gerir outros afazees que nã têm lugar durante a semana.

Mas hoje, depois de (tentar) por a leitura blogosférica em dia, arranjei um tempinho para vir aqui fazer um update, que senão isto também morre e eu não quero!

Em breve conto fazer um post com algumas particularidades do meu novo emprego, que é capaz de ser engraçado. Ou não mas eu rio-me na mesma, ok?

 

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26
Jan14

Gosto disto, daquilo e do outro

por rainhadasucata

Gosto de ver telenovelas e gosto de clássicos a preto e branco.

Gosto de sushi e gosto de dobrada.

Gosto de ouvir heavy metal e gosto de ouvir (e dançar) kisomba.

Gosto de preto e gosto de branco. E das outras cores.

Gosto de ler a revista Maria e gosto de ler Saramago.

Gosto de ser muito branquinha e gosto de ir à praia.

Gosto dos musicais do Lá Féria e gosto de teatro.

Gosto de maquilhagem e gosto de carros desportivos.

Gosto de ser tímida a início e gosto de ser uma grande maluca depois de conhecer (e gostar) (d)as pessoas.

 

And the list goes on...

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23
Jan14

 

A gente sabe como um dia começa, mas nunca sabe como ele acaba.

Verdade seja dita que o dia de ontem começou de maneira um pouco diferente, mas não podia imaginar que me reservasse tantas surpresas como fez.

Obriguei-me a acordar um pouco mais cedo do que o costume nos últimos dias semanas meses, numa tentativa de estabelecer novas rotinas de sono e deixar de dormir como se estivesse no fuso horário do Rio de Janeiro. Tomei o pequeno almoço, estive no computador, vesti uma roupa desportiva já a contar com uma possível corrida à tarde, visto que o dia estava bonito, e fui buscar uma pizza (grátis, porque tinha acumulado pontos). Jiboiei um bocadinho no sofá, olhei para o relógio e surpreendi-me com as horas que eram (cedo demais para eu já ter almoçado e estado no sofá). Fui para o computador novamente enviar currículos, e enviei mais do que fao habitualmente. Uma vez que constatei que ia chover, desisti da corrida e comecei a ver um filme. Mais tarde fui fazer um chá e buscar umas bolachinhas enquanto via o filme.

Entreanto recebo um telefonema de um número que não conhecia. Pensei se seria alguma resposta a uma das candidaturas que enviei, mas estranhei a hora tardia do contacto - eram 18h -  quando atendi era uma amiga a dizer que no emprego dela estavam à procura de uma pessoa para preencher uma vaga e quando lhe perguntaram se ela conhecia alguém, ela lembrou-se logo de mim e pediu o meu número a uma outra amiga nossa. Disse que sim, que estava interessadíssima e fiquei de enviar o meu currículo. Ela ligou-me logo de seguida e perguntou se eu podia pôr-me lá depressinha para ir a uma entrevista. Eu disse que sim, claro e voei para lá o mais depressa que pude (a sério, eu acho que nunca me vesti tão depressa), sempre a pensar que era um bom sinal ter sido indicada por uma pessoa que trabalha na empresa mas que era só uma entrevista. Pois que não foi.

O senhor, director dos recursos humanos, olhou brevemente para a página inicial do meu currículo que estava impresso à sua frente, perguntou-me apenas se eu sabia trabalhar com um computador (bitch please), se podia começar já amanhã, ("não amanhã se calhar ainda é cedo, mas segunda-feira, sexta vem só para conhecer as instalações e o pessoal"), e começou a falar-me em valores e a conversar com outra responsável sobre assuntos da empresa à minha frente e mandou-me ir prencher a ficha de admissão.

Ou seja, este homem estava a contratar-me sem ter feito um processo de selecção e, praticamente, sem me ter feito uma entrevista. Eu fiquei um bocado aparvalhada (confesso que ainda estou), principalmente depois de ter passado um ano a fazer jornadas de recrutamento sem fim em que depois admitem outra pessoa sem sequer dar cavaco aos restantes. Não estivesse eu à tanto tempo à procura de emprego, até achava que era tarefa fácil...

E pronto, esta é a história de como consegui, finalmente, sair do desemprego. E tem um final feliz, pelo menos para já.

A moral da história é que não podemos mesmo baixar os braços, porque se insistirmos e tivermos sempre esperança e força de vontade, mais tarde ou mais cedo, a nossa hora vai chegar. Podemos ter azar centenas de vezes, mas um dia os astros vão alinhar-se e vai ser o nosso dia de sorte. Ontem foi o meu, amanhã pode ser o vosso.

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18
Jan14

Cristo!

por rainhadasucata

 

Isto não pode ser um bom presságio...

Ontem à noite um raio atingiu a mão do Cristo Redentor do Rio de janeiro, danificando um dedo médio da estátua. A imagem é do momento exacto em que o raio o atinge tem tanto de linda como de assustadora. 

Quando fui ao Rio de Janeiro, no ano passado, vsitei (óbvio) este marco cariosa, e quando cheguei lá acima fiquei comovida. É uma obra verdadeiramente impressionante, não só pelo seu tamanho colossal mas pela altura em que se encontra. E claro, a vista de cortar a respiração que tem sobre todo o Rio, está num ponto estratégico e é visível de quase toda a cidade - que é enorme - mesmo como se estivese a guardá-la lá de cima.
Sou algo supersticiosa, e ao ver esta notícia, não pude deixar de sentir um arrepio...

 

 

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18
Jan14
Só lhe damos valor quando já não o temos.

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16
Jan14


Às vezes apetece-me apanhar tamanha borracheira que ganhe a coragem de dizer tudo aquilo que penso e sinto a algumas pessoas. Deitar tudo cá para fora e deixar todos de boca aberta, sem sentir uma pinga de vergonha ou remorso. Mas depois penso que é melhor não, até porque: 1) eu nem gosto de beber álcool, 2) não tenho grande resistência, 3) assim que bebo um bocadinho (mas mesmo um bocadinho de nada) a mais começo logo a sentir-me enjoada e 4) frequentemente aquilo dá-me volta à barriga.

ara além disso, às vezes acho que, subconscientemente, me impeço de beber só para não falar demais, de tal maneira que sinto as paalvras aqui debaixo da língua, só à espera de uma oportunidade.

Ah e odeio pessoas bêbadas. Mesmo. Há quem ache muita piada quando alguém está a cair de maduro mas, talvez por ser sempre a pessoa sóbria ali no meio, a mim só me consegue provocar irritação, ou quando muito pena da pessoa - e do seu fígado.

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14
Jan14

Estar desempregada é... #3

por rainhadasucata

... esperar.

 

Esperar por uma resposta aos currículos que enviamos. Esperar que nos marquem uma entrevista. Esperar que o entrevistador chegue. Esperar por uma segunda entrevista. Esperar que nos chamem para mais uma fase do processo de selecção. Esperar que nos tenham escolhido a nós. Esperar que nos digam algo, nem que seja para nos mandarem à merda. 

Esperar = aguardar.

Esperar = ter esperança. 

Esperar e esperar.

 

... não saber.

 

Não saber se gostaram de nós. Não saber o que fizemos de errado. Não saber se ainda não se decidiram e ainda vão ligar. Não saber se já decidiram e não vão ligar. Não saber se já decidiram, vão ligar, e as notícias vão ser más. Não saber quando parar de esperar e de ter esperança. Não saber o que dizer às pessoas que nos perguntam se há novidades.

Não saber o que vai ser da nossa vida...

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13
Jan14

Sobre a Bola de Ouro

por rainhadasucata

O Cristiano Ronaldo ganhou a Bola de Ouro.

 

Uma vez, na escola primária, ganhei uma medalha (e uma t-shirt e uma escova de cabelo da Expo98, que foi nesse ano) atribuída pela junta de freguesia por ter feito o desenho mais bonito num concurso de desenhos sobre a acessibilidade às pessoas deficientes. Eu nunca fui um grande às do desenho, longe disso, portanto acho a vitória se deveu ao significado da mensagem transmitida pela "obra", onde figurava pessoa numa cadeira de rodas que estava a atravessar uma meta com um ar sorridente e os braços no ar.

 

Num Universo paralelo, ambas as vitórias deviam ter a mesma importância. Ou pelo menos num país que não este Portugal de espírito muito debilitado, pronto a abraçar com fervor qualquer feito mais ou menos notável associado ao país e, principalmente, que acabou de perder um dos seus heróis neste campo.

 

Também acho que dar-se um troféu feito inteiramente de ouro a um dos homens com mais dinheiro do mundo, e que até já tem um, é um bocadinho desnecessário. 

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